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Introdução |
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Um Programa de Triagem Auditiva Neonatal deve constar de 4 etapas ou fases:
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Essas etapas têm características bem definidas e exigem profissionais especializados. Normalmente a etapa de triagem auditiva ocorre em maternidades e as outras etapas acontecem em clínicas ou centros especializados.
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TRIAGEM
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A audição é fundamental para a aquisição e desenvolvimento da fala e linguagem. A realização da triagem auditiva neonatal (TAN) de rotina é a única estratégia capaz de detectar precocemente alterações auditivas que poderão interferir na qualidade de vida do indivíduo. O processo de detecção de alterações auditivas deve começar com a triagem auditiva neonatal, acompanhada do diagnóstico, protetização e intervenção precoces. Os primeiros 6 meses de vida são decisivos para o desenvolvimento futuro da criança deficiente auditiva.
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A triagem auditiva neonatal universal (TANU) consiste no rastreamento auditivo de todos os recém-nascidos (RN) antes da alta hospitalar. A triagem auditiva universal é recomendada, porque, se rastrearmos somente os RN que apresentarem os indicadores de risco de 1994 e os indicadores de risco de 2000 , estaremos perdendo aproximadamente 50% dos indivíduos que apresentam perdas auditivas congênitas, ou seja, a metade da população infantil com surdez não será diagnosticada precocemente, pois não apresenta nenhum indicador de risco ao nascimento. Apesar de a incidência de problemas auditivos ser maior nos RN que ficam na UTI Neonatal, nem todos os RN da UTI são de risco para surdez. Recomenda-se realizar o exame de rotina tanto nos RN da UTI quanto nos RN do berçário de normais.
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Seguem em ordem cronológica as recomendações dosórgãos nacionais e internacionais sobre a TANU:
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- Instituto Nacional de Saúde (National Institutes of Health,1993),
- Comitê Conjunto em Audição na Infância (Joint Committee on Infant Hearing, 1994),
- Conferência Européia, 1998
- Academia Americana de Pediatria (American Academy of Pediatrics, 1999)
- Comitê Brasileiro sobre Perdas Auditivas na Infância, 1999
- Comitê Conjunto em Audição na Infância (Joint Committee on Infant Hearing, 2000
- Parecer da SBORL, 2000
- Força Tarefa para Prevenção de Deficiência Auditiva na Infância da SBP, 2001
- Força Tarefa para Prevenção de Deficiência Auditiva na Infância da SBP/SBORL/FONO, 2002
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Seguem abaixo as recomendações da Academia Americana de Pediatria, 1999 e Comitê Conjunto em Audição na Infância, 2000 para os programas de TANU:
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- Avaliação objetiva bilateral por EOA e/ou PEATE (etapa de detecção: fase 1)
- Sensibilidade para detectar perdas auditivas permanentes > 35 dBNA
- Aplicação da triagem no mínimo em 95% dos nascimentos
- Reteste em 30 dias (etapa de detecção: fase 2, considerar FALHA, caso as respostas não sejam adequadas nas 2 fases)
- Índice de falha < 4% (RN encaminhados para a etapa do diagnóstico)
- Índice de falso positivo < 3% (grupo FALHA na etapa do diagnostico)
- Índice de falso negativo zero
- Intervenção iniciada até os 6 meses de idade
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Protocolo de TAN sugerido pela JCIH 2000
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- TANU por medida eletrofisiológica
- Realizada na maternidade ou em até 30 dias para os casos de bebês nascidos em berçário se a TAN
- Diagnóstico deve ser feito até os 3 meses de idade
- Intervenção iniciada ate os 6 meses de idade
- Nos casos de RN com IRPS, mesmo para aqueles que tiveram a TAN normal ao nascimento, recomendam o monitoramento da audição por serem de risco para deficiência auditiva progressiva e/ou com aparecimento tardio
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A deficiência auditiva é a doença mais freqüente encontrada no período neonatal, quando comparada a outras patologias. Todas estas patologias mencionadas abaixo podem ser rastreadas ao nascimento.
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Prevalência de Doenças Neonatais
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