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Os procedimentos de Triagem Auditiva Neonatal recomendados pelo Joint Committee on Infant Hearing (2000) são Emissões Otoacústicas Evocadas (EOAEs) ou Potenciais Auditivos Evocados do Tronco Encefálico (PAETE). O Comitê Brasileiro sobre Perdas Auditivas na Infância (CBPAI) (2000) sugere o uso dos mesmos procedimentos acrescidos da pesquisa do reflexo cócleo-palpebral.
Na impossibilidade da utilização de EOAEs ou PAETE o CBPAI admite a aplicação do protocolo dos indicadores de risco associado à Observação de Respostas Comportamentais, incluindo pesquisa do reflexo cócleo-palpebral. No entanto é preciso ter em mente a impossibilidade de detectar perdas auditivas leves ou unilaterais (CBPAI, 2000).
Conforme Azevedo (1995), Oliveira, Azevedo, Vieira & Ávila (1995), Lewis (1996), Simonek (1996) e Bassetto (1998) a Observação de Respostas Comportamentais para sons não calibrados e a pesquisa do reflexo cócleo-palpebral, utilizada criteriosamente por examinador experiente possibilita a detecção da deficiência auditiva em crianças de baixo risco para esta alteração.
As Fgas. Dras. Marisa Frasson de Azevedo, Dóris Ruth Lewis, Tereza Mommensohn dos Santos, Ieda Russo e
Cristina Simonek
impulsionaram o estudo das respostas auditivas comportamentais no país.
Em 1987 foram implantados no Brasil os primeiros programas de TAN. O procedimento utilizado era a Observação de Respostas Comportamentais.
Na Universidade Federal de São Paulo, então Escola Paulista de Medicina, a Fga. Dra. Marisa Frasson de Azevedo implantou, em 1987, o Programa de Triagem Auditiva e Acompanhamento de Neonatos de Risco, no qual os neonatos oriundos de UTI eram triados e acompanhados por meio de Observação de Respostas Comportamentais. Em 1998, com a aquisição de analisador coclear os bebês do Alojamento Conjunto foram incluídos no Programa.
Também no Hospital Universitário de Santa Maria (RS), desde 1987 o projeto de ensino, pesquisa e extensão denominado “Detecção Precoce da Deficiência Auditiva Infantil”, coordenado pela Fga. Dra.
Tania Tochetto
utilizou procedimento comportamental.
A Observação de Respostas Comportamentais, apesar de seus limites, tem sido valorizada pelas informações qualitativas que é capaz de fornecer. É útil para o acompanhamento audiológico, na avaliação da mielinização da via auditiva, identificação de desvio e distúrbio do desenvolvimento auditivo e complementação de procedimentos objetivos de avaliação da audição.
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O primeiro programa de TAN com a utilização de medida eletrofisiológica (PEATE) e a presença do fonoaudiólogo integrante na equipe neonatal foi no berçário do hospital Israelita Albert Einstein, em 1988, sob chefia da pediatra Dra Conceição de Matos Sègre e coordenado pela fonoaudióloga
Mônica Jubran Chapchap
. Inicialmente os exames eram realizados apenas nos RN com indicadores de risco para surdez, e gradualmente foi ampliado para todos os RN da UTI neonatal e se tornou triagem auditiva neonatal universal (TANU) a partir de 1996 até 1999. Durante o período de TANU, o PEATE era associado as EOA em alguns casos de RN da UTI neonatal e era usado nos casos de falha na TAN por EOA. A partir de 1999 a principal metodologia de TAN passou a ser as EOA. Ainda hoje poucos são os programas de TAN que utilizam o PEATE. Veja em programas.
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