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Home > GATANU > Idealizadores > Mônica Jubran Chapchap
Minha trajetória
Deixo aqui um pouco da minha história para servir de estímulo aos que estão iniciando está jornada no campo da detecção, diagnóstico, protetização  e intervenção das alterações auditivas na infância.

Hoje vejo com muita satisfação, o aumento do número de programas de Triagem Auditiva Neonatal (TAN) brasileiros e a atenção especial dada, com responsabilidade e ética, aos bebês deficientes auditivos e suas famílias.

Estamos fazendo a diferença!

Em 1985, recém formada em fonoaudiologia pela PUC-SP, fui passar 2 anos em Pittsburgh, EUA para aperfeiçoamento em Audiologia Clinica Infantil e aprofundamento em avaliação eletrofisiológica em recém-nascido (RN) e criança pequena. Segue abaixo a foto da equipe de audiologistas do Children’s Hospital. O diagnóstico audiológico era feito pelos audiologistas. Era uma nova realidade e era contagiante. Tive a oportunidade de conviver com professores renomados da área como John Durrant, Robert Nozza (foto), e os irreverentes Bluestone e Paradise entre outros.

Ao retornar ao Brasil em 1987,  inicio a triagem auditiva neonatal (TAN) com Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE) no Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) em 1988 e começa a trajetória da conscientização aos pediatras e profissionais sobre a importância da detecção e diagnóstico da surdez em RN. Em 1990 inicia o programa de TAN do Hospital São Luiz, SP em parceria com a fga Flavia Martins Ribeiro.

Em 1993, Jerry L. Northern vem ao Brasil dar um curso no I Encontro Internacional de Atualização em Audiologia organizado pela fga Anna Maria A. Roslying Jensen, e fala sobre a utilização das Emissões Otoacústicas (EOA) como metodologia promissora para avaliar audição de todos os RN, a triagem auditiva neonatal universal (TANU). Ele mostra o exemplar recém publicado (fev. 1993) do Seminar in Hearing, vermelho, com o titulo The Rhode Island Hearing Assessment Project: implications for universal newborn hearing screening que contava toda a história e resultados da TANU. Este exemplar ajudou a dar as diretrizes ao meu trabalho. Era difícil acreditar que a TAN com EOA poderia ser feita em 2 minutos.

No mesmo ano vou, vou para Providence, Rhode Island, EUA visitar a unidade neonatal do Women & Infants Hospital, chefiada pela pediatra Betty R. Vohr onde foi desenvolvido o 1º projeto de TANU do mundo sob a coordenação do Karl R. White e envolvimento de muitos, entre eles Thomas R. Behrens, Antonia B. Maxon, David T. Kemp. O programa de TAN avaliava 40 RN por dia. A habilidade das “triadoras” com o manejo dos RN e dos equipamentos era fascinante e era possível fazer a TANU.

A partir de 1995, ( Salt Lake , EUA) começou a minha participação como convidada estrangeira nas reuniões chefiadas pelo Karl White e coordenadores regionais dos programas de TAN americanos. Entre os participantes tínhamos Ferdinando Grandori  (Itália) e David T. Kemp (Inglaterra). Entre os assuntos discutidos foi apresentado o programa para armazenar e analisar os banco de dados dos programas de TAN, o Hitrack. Os participantes davam as suas sugestões e opiniões sobre todos os aspectos envolvidos e tudo era levado em consideração no momento das melhorias. Impressionava-me o respeito pelas opiniões alheias.

Em 1997, organizei o I curso de TAN no HIAE, SP e convidei a audiologista Brent Culpepper que trabalhava com Karl White em Utah , EUA para falar sobre implantação de programa de TAN e as inovações na área e supervisionar os projetos de TAN com EOA em desenvolvimento no Hospital Israelita Albert Einstein e Hospital São Luiz.

Ainda em 1997, no EIA realizado na cidade de Santa Maria durante aula de TAN, foi constatado que eu era a única dentre os fonoaudiólogos presentes,  que fazia  parte do quadro funcional da equipe de profissionais atuando em berçário desde 1988. 

Tal constatação foi vista com certa hostilidade por alguns mas o ocorrido foi muito importante para conscientizar a necessidade da abertura dessa nova estrada  para os fonoaudiólogos na área da audiologia neonatal. Fato que já ocorria nos paises desenvolvidos, principalmente para a população de alto risco desde 1994. Para a maioria dos presentes a proposta de inserção do profissional em equipe multidisciplinar realizando a TAN parecia um sonho impossível, completamente distante da realidade brasileira.

Em 1998, tendo em vista a possibilidade de operacionalizar a TANU com EOA no Brasil e dos melhores resultados obtidos com o diagnóstico e intervenção precoces, em 30 de abril, é realizada a 1ª reunião de especialistas sediada no Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Israelita Albert Einstein como seqüência natural de seu pioneirismo na área. Participaram da reunião,  fonoaudiólogos representantes de programas de TAN com EOA e envolvidos com a intervenção precoce: Ana Eliza Soares (Hospital São Lucas, Taubaté, SP), Adriana Nunes Teixeira (Maternidade Escola Assis Chateaubriand, Gastroclínica e Gêneses, Fortaleza, CE), Claudia Awada (Hospital e Maternidade Brasil, Santo André, SP), Cristina Simonek (Instituto Nacional de Educação de Surdos, INES, Rio de Janeiro, RJ), Daniella Fonseca (Santa Casa de Misericórdia, Assis, SP), Elaine Soares (Maternidade de Campinas, SP), Fabi anne Zimmermann (Hospital e Maternidade Darcy Vargas e Hospital Dona Helena, Joinville, SC) e Isabela de Souza Jardim (Hospital da Mulher, Hospital da Criança e Corpus Clínica, Goiânia, GO) e Mônica Jubran Chapchap (HIAE, Hospital São Luiz e Hospital Santa Catarina, SP).  A partir desta reunião onde foram discutidos aspectos pertinentes a TANU, foi fundado em 1º de maio de 1998 o GATANU – Grupo de Apoio à Triagem Auditiva Neonatal Universal, sob minha coordenação.

A partir de 2000 intensificam as discussões e reflexos sobre o tema e são criadas parcerias com as sociedades de pediatria e otorrinolaringologia. Veja em conquistas.  

Em nome do GATANU , fica aqui registrado nosso agradecimento a todos os mencionados acima e a todos os outros, que de forma passageira ou permanente, direta ou indiretamente contribuíram e influenciaram nas ações do GATANU .

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